segunda-feira, 31 de maio de 2010

Colóquio “O Emprego e o Trabalho”



Decorreu na tarde do dia 22 de Maio, na Sede do PSD caldense o Colóquio “O Emprego e Trabalho”, tendo registado uma afluência reduzida.Apesar do dia estar com temperaturas elevadíssimas, convidando mais a banhos do que a Colóquios, ainda passaram pelo evento António Salvador, Vereador da Câmara Municipal da Nazaré e Presidente do Núcleo TSD local, Paulo Matos, Vereador da Câmara de Gavião, João Costa, Vice-Presidente da Comissão Política Distrital da JSD, Paulo Ribeiro, Presidente da JSD Caldense e o Dr. Luís Ribeiro, Presidente da Assembleia Municipal de Caldas da Rainha, entre alguns comerciantes e outros participantes no evento.O Núcleo dos Trabalhadores Social Democratas de Caldas da Rainha, através de Magda Carvalho, Nuno Anjos, Mário Leal e Jorge Santos, agradeceram aos oradores as intervenções muito ricas em termos de conteúdo, lamentando-se a ausência de mais público, apesar do apoio da Comunicação Social local que divulgou o evento.O Presidente do Núcleo TSD, Jorge Santos, na primeira intervenção, falou sobre Ensino e Mercado de Trabalho, apontando algumas das falhas existentes, nomeadamente a falta de articulação entre as entidades políticas que regem o país e os Estabelecimentos de Ensino, já que não há uma coordenação de informação ao nível do Secundário e do Superior que permita aos jovens, em tempo útil, saber quais as áreas profissionais em deficit ou em excesso no Mercado de Trabalho, quer ao nível local, como regional e internacional, impedindo assim que assegure que os jovens façam uma formação com futuro. Tal articulação permitiria inverter a tendência actual da maioria dos trabalhadores estarem a desempenhar funções diferentes da sua formação académica, além de que evitaria excesso de licenciados em áreas sem saída, e permitiria mais licenciados em áreas que o mercado de trabalho necessita.Tanto Jorge Santos como o Sr. Vereador Hugo Oliveira, frisaram a necessidade de mais e melhor formação como forma de aumentar a produtividade das empresas, pois a renovação de conhecimentos é necessária em todas as hierarquias, ou seja, é necessário que as chefias das empresas, públicas e privadas, também façam a sua renovação de conhecimentos. Foi relembrado que a Formação Profissional já está constituída como obrigação legal no Código de Trabalho, mas que ainda há muitas empresas em incumprimento desta obrigação.Ao nível do Emprego, a Dra. Catarina Monterroso do IEFP de Caldas da Rainha, e a Dra. Tânia Ribeiro da Tempo-Team, focaram as suas intervenções ao nível do apoio ao desempregado e às entidades empregadoras, dos apoios existentes, fornecendo informações úteis de como essas relações actualmente se verificam, e dos mecanismos existentes para os desempregados encontrarem formação adequada e trabalho, e de como as entidades empregadoras podem recorrer aos seus serviços.Já no segundo painel, o Presidente da Associação Comercial (ACCCRO), João Frade, fez uma exposição onde apresentou uma breve história da evolução comercial de Caldas da Rainha, além de mostrar de forma ilustrada o trabalho desenvolvido na animação do comércio caldense (um dos exemplos foi a actividade das “montras vivas”). Enunciou algumas propostas para o futuro do comércio caldense, que necessita do contributo dos comerciantes e das entidades políticas para um comércio mais desenvolvido e moderno.Também a Dra. Marta Almeida, Jurista da DECO, fez uma apresentação notável onde, de forma sucinta e prática, demonstrou todo o trabalho que a DECO tem feito em prol da defesa dos interesses dos cidadãos em geral, e das próprias empresas, informando ainda que está ao dispor apoio jurídico para os que necessitarem, independentemente de serem sócios ou não.A finalizar, o Sr. Vereador Hugo Oliveira aproveitou para referir o trabalho que tem sido feito no apoio ao empreendedorismo caldense, que tem permitido o nascimento de projectos, além de mencionar que esse apoio já começa a ser feito nas escolas, sendo uma sintonia com o discurso e Jorge Santos, pois ambos mencionaram a necessidade de dar mais apoio nas escolas para que os jovens de hoje, possam formar-se adequadamente.Terminou-se o debate, onde muitas participações do público animaram positivamente o evento, salientando que se deverá repetir esta iniciativa, mas talvez num local público apartidário, para que todos possam sentir-se à vontade para participar e assim almejar uma maior assistência, já que se considerou que todos os temas apresentados constituem-se coo essenciais para determinar o futuro do país.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Colóquio “O Emprego e o Trabalho" - dia 22 de Maio, 14h45, em Caldas da Rainha, sede PSD

Núcleo de Caldas da Rainha


Colóquio “O Emprego e o Trabalho”


O Núcleo dos Trabalhadores Social Democratas de Caldas da Rainha tem a honra de convidar todos os interessados – trabalhadores por conta de outrem, empresários, estudantes, desempregados, social democratas ou militantes de outros partidos, assim como apartidários – para um Colóquio que terá lugar no próximo dia 22 de Maio, sábado, 14h45, sob o tema “O Emprego e o Trabalho”, na sede PSD de Caldas da Rainha (Praça 5 de Outubro – antiga Praça do Peixe).


Teremos a presença do Secretário-Geral dos Trabalhadores Social-Democratas, o Sr. Deputado Arménio Santos.



Painel 1

14H45 – Abertura: Da Escola ao Mercado de Trabalho, o que falha?

Dr. Jorge Santos, Ex-Senador Universitário, Formador Profissional e Presidente do Núcleo Trabalhador Social Democrata de Caldas da Rainha

15H15 – Mercado de Trabalho Regional e Nacional
Dra. Catarina Monterroso – Chefe de Serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Caldas da Rainha

15H45 – Entidade Patronal, colaborador e Mercado de Trabalho – como criar sinergias comuns?

Dra. Tânia Ribeiro – Consultora da Tempo-Team (Outsorcing)

16h15 – Intervalo

Painel 2

16h30 – O comércio – Problemas actuais e necessidades para o futuro
Dr. João Frade – Presidente da ACCCRO (Associação Comercial dos Concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos)

17h00 – Direitos e Deveres dos Consumidores
Dra. Marta Almeida - Jurista (DECO – Defesa do Consumidor)

17h30 – A criação de Novas Empresas
Dr. Hugo Oliveira – Vereador da Juventude e Novas Tecnologias na Câmara Municipal de Caldas da Rainha

18h15 – Debate Final

O objectivo é conseguir gerar uma conversa/discussão salutar em que se fale de empregados e empregadores como equipa e não como inimigos.

Para qualquer esclarecimento adicional, poderão ligar ou enviar mail

tsdcaldas@gmail.com – 966237279

http://www.tsdcaldas.blogspot.com

Dia 22 de Maio, sábado, 14h45, na sede PSD de Caldas da Rainha

(Praça 5 de Outubro – antiga Praça da Fruta)

sábado, 1 de maio de 2010

Minha Querida Foz do Arelho

Minha Querida Foz do Arelho, tanto mal que te têm feito…
Não sei como tens ainda força para sobreviver, depois de décadas de maus tratos.
É pena vivermos num Estado (pouco) Democrático de Direito, senão, muitos seriam os que se sentariam no banco dos réus, e teriam de te dar tamanhas indemnizações que dariam para te transformar numa praia de qualidade superior às paradisíacas do Pacífico, ou pelo menos, para pagar durante 50 anos a existência de uma draga permanente para assegurar que durante esse período não haveria problema de qualquer espécie.
As empresas inconscientes e irresponsáveis que efectuam descargas ilegais que te poluem, os (alguns) gananciosos mariscadores que apanharam durante anos bivalves abaixo do tamanho previsto pela Lei para vender para viveiros espanhóis e que com isso ajudaram a estragar a fauna marítima (já para não falar dos famosos e ilegais “aparelhos” para peixe, navalheiras, enguias e afins), os políticos que não se entenderam durante anos impedindo uma força conjunta mais valorosa para defender os interesses da nossa região, e não esqueçamos dos que no passado alegadamente se aproveitaram das areias da Foz do Arelho para tirar dividendos próprios.
Mas os maiores culpados são o Ministério do Ambiente e todo um sistema burocrático que não funciona, cujos detentores do Poder são aparentemente autistas.
Senão vejamos: alertou-se o INAG sobre a deterioração do Cais da Foz do Arelho, o INAG responde que é o LNEC que deve fazer o projecto e a Capitania o relatório de situação, e até ao momento nada se fez; alertou-se que o canal da Aberta deveria ser fixo com pedras de grande porte ou algo suficientemente forte para que as marés não alterem a sua posição, o INAG nunca o quis; alertou-se que para ter uma Lagoa saudável se deveria retirar areia do centro da Lagoa, levando-a para outros lados (por exemplo, reforçar zonas costeiras portuguesas com problemas de erosão, o INAG nunca o quis; a Deputada caldense Maria da Conceição e os autarcas caldenses e obidenses convidaram a Sra. Ministra para ver a Lagoa de Óbidos pelos seus próprios olhos, e a Sra. Ministra, mal aconselhada pelos responsáveis do INAG, recusou o convite para a visita; o actual Governador Civil de Leiria viu pelos seus próprios olhos o que se estava a passar na Foz do Arelho, e preocupado com a Lagoa, conseguiu trazer em segredo a Sra. Ministra do Ambiente à Foz do Arelho, algo que o INAG ignorou e, sob a forma de birra, manteve a sua intenção de apenas fazer dragagens no final deste ano, numa atitude de total desprezo pela região Oeste, pelos autarcas, pela população, mas sobretudo, pelos comerciantes e veraneantes, naquilo que pode ser considerado uma afronta pública.
Só com o esforço da população, dos autarcas caldenses e obidenses, do Governador Civil de Leiria, da Sra. Deputada Maria da Conceição e da própria comunicação social, é que a Sra. Ministra acabou por dar um puxão de orelhas aos responsáveis do INAG, após visita fantasma à Lagoa de Óbidos.
Mas pergunta-se: porque a Sra. Ministra recusou o convite da Deputada Maria da Conceição para vir à Foz do Arelho, mas aceitou o do Sr. Governador Civil? Resposta: porque hoje em dia, só viajamos com os nossos “pares” e não há respeito pela Democracia, pois à luz da Ciência Política e da Filosofia do Direito o Governo não é Soberano, mas a Assembleia da República sim, ou seja, a Sra. Ministra estava obrigada a dar uma resposta mais positiva a um Deputado. O melhor exemplo foi dado por um cidadão comum recentemente que se recusou a responder perante a Assembleia da República (relembro, Órgão de Soberania) a perguntas sobre alegados tráficos de influência ou alegados casos de corrupção passiva e activa. Isto significa que somos induzidos a pensar que na aplicação da Lei existem vários pesos e várias medidas, consoante se trate deste ou daquele cidadão.
A isto acrescentamos os milhões de euros que alegadamente são desviados neste ou naquele processo, o tráfico de influências, toda a alegada corrupção a que assistimos frequentemente, sem qualquer responsabilização. É por isso que os cidadãos em geral não acreditam neste sistema que está podre, e são os próprios podres que se fingem arautos impolutos.
Relembro que um dos episódios da História onde se iniciou a separação de poderes (Justiça e Política) ocorreu há mais de 300 anos, quando se decapitou um Rei porque este não defendia os reais interesses dos cidadãos (então seus súbditos).
Ah, minha Foz do Arelho cheia de História, mas tu hás-de continuar a sobreviver, pois conseguir-se-á que tenhas novamente praia e água limpa, e nem precisas de Bandeira Azul para que te amemos como és, delícia das crianças, regalo dos turistas, paraíso dos pescadores.
Uma vez focense, sempre focense…